sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A Homossexualidade Nas Civilizações Antigas


Embora ser homossexual ainda é sofrer preconceitos e discriminações, como se o amor pelo mesmo sexo fosse uma aberração, devemos, no entanto, ter em nossa mente de que desde que descemos das árvores o amor entre iguais, salvo raras exceções, foi discriminado, como veremos no decorrer da vida. Em civilizações como a romana, e principalmente na civilização grega, a homossexualidade seguiu sendo respeitada quando, quando, obviamente, ligada aos rituais sagrados. Na iniciação dos adolescentes a vida adulta, como também ao aparato militar, vide “o bando sagrado de Tebas”, que foi exército formado exclusivamente por homossexuais masculinos-. A expansão do cristianismo como religião dominante trouxe a discriminação contra os homossexuais e adquiriu formas elaboradas, sendo então a prática da homossexualidade a ser condenada e punida de forma exemplar pela sociedade, tornando, desta forma, que aquela relação sexual que não tivesse como conseqüência produzir descendentes dentro de um dado modelo familiar, era considerada imoral.

Talvez tenha sido no Oriente Médio a primeira manifestação escrita sobre a homossexualidade masculina, onde por volta de 2000 a.C, o Épico de Gilgamesh, poema babilônico do período do Império Assírio, cujo principal personagem, Gilgamesh, Rei de Uruk, guiado pela interpretação de um sonho em que um homem muito forte cai sobre si e acaba por unir-se a um companheiro para governar como soberano seu país com muito mais força e destreza. Acredita-se que na maioria das antigas civilizações da Ásia Menor existia casamento legal entre homens e meninos. A contrário senso, o povo hebreu (que viria influenciar profundamente o posterior cristianismo) passou a proceder de maneira a reiterar segregação e rejeitar costumes estrangeiros sob pretexto de proteger seu povo, na verdade, objetivando destruir similaridades com os estrangeiros como forma de enfatizar o nacionalismo emergente.

NA GRÉCIA ANTIGA – ATENAS E ESPARTA

Na Grécia Antiga a relação sexual entre os homens, o que conhecemos hoje como homossexualismo, segundo os textos e interpretações de figuras feitas por estudiosos do assunto, eram quase sempre orientadas para determinados fins específicos e, certa forma, ultrapassava a simples busca do prazer sexual. A relação homossexual masculina era aceita entre homem adulto e um jovem, que visava à formação deste jovem, isto tanto em Esparta quanto em Atenas.

Em Esparta, o amor entre os soldados fortalecia o exército, porém, não se excluía a relação com mulheres, no presente ou no futuro, somente com o advento do cristianismo é que a relação entre homens passa a ser vista como pecaminosa.
O helenista inglês Kenneth J. Dover, baseia seus estudos sobre o homossexualismo masculino na Grécia antiga em representações de ânforas, segundo Dover, a sociedade grega era favorável ao relacionamento homossexual masculino entre um adulto e um jovem, e, se este não fosse cortejado sentia-se rejeitado.A relação homossexual aceita era esta, entre um adulto e um jovem, a relação entre adultos era rejeitada entre os gregos, seria algo abominável aos seus olhos.
Na Grécia de então, havia a aceitação moral e até o incentivo social do homossexual masculino, porém, era condenada a relação que o jovem demonstrasse sentir prazer sexualmente ou, ainda, que após o ritual de passagem permaneciam como passivos, ritual esse que durava "até o nascer barba" (puberdade).

Heródoto, ao nos falar da adaptabilidade dos persas, nos diz da disposição destes em adotar costumes de outros povos, que eles, dos gregos, adotaram a pederastia, classificando-a “como uma das boas coisas da vida”. Já Homero nos fala que o mais belo jovem do mundo, Ganímedes, é dado a Zeus como encarregado de servir os vinhos, porém, como se sabe, a beleza física ajuda mas, não é uma boa qualificação para servir vinho, pois, tal tarefa a melhor qualificação é ter mãos firme, e, na maioria das vezes, o jovem era indicado pela própria família.


Na análise dos textos, são impressionantes os relatos a respeito da homossexualidade na antiguidade e, salvo raríssimas exceções, todos os grandes nomes da época, sejam filósofos, políticos, soldados ou poetas, entre outros, a saber: Platão, Aristóteles, Sócrates, Aristófanes e Alexandre o Grande, terem mantido relações homossexuais ou tratado destas em suas obras de maneira receptiva.

Em Esparta a pederastia fazia parte da educação, sendo recomendado aos jovens da aristocracia que tivessem amantes do mesmo sexo. O hábito mais usual referente à homossexualidade era o de senhores terem jovens rapazes, aos quais deviam ensinar os métodos do sexo, sendo, também, estimulada as relações entre os componentes do exército espartano que tinha por objetivo torná-lo mais forte. O estímulo dado pelos comandantes a essas relações era o fato de acreditarem que os amantes, além de lutarem, jamais um iria abandonar o outro no campo de batalha, por exemplo, o Batalhão Sagrado de Tebas, que era famoso por suas vitórias e que era formado por casais de homossexuais.

CONCLUSÃO

Os textos trazidos mostram que a discriminação ao homossexualismo ocorre geralmente em civilizações onde a crença religiosa está mais inserida na sociedade, o que não era o caso dos povos da antiguidade, e, menos ainda, em povos que tinham uma cultura avançada para a época e que, de certa forma, cultivavam vários deuses. Assim, como os gregos citados no presente trabalho, onde o amor, embora livre, exigia um determinado ritual e por um determinado tempo, sendo raro e condenável quando esses procedimentos não eram respeitados, porém, jamais a condenação dentro das sociedades onde era permitido e até incentivado o amor com o intuito de iniciação.


OBs: Mais um post pra vcs quero dizer que dessa vez o blog está voltando com força total e temos como tema principal a historia da sexualidade nas antigas civilizações..!!


Quem quiser tirar duvidas ou contribuir com sugestões entre em contato pelo msn: Reinaldohora@hotmail.com ou pelo Rafaelnogueira666@hotmail.com. Grato a todos os leitores..!

2 comentários:

  1. Usar apenas a grécia para conclusões históricas é pura retórica.
    Grécia e Roma eram muito liberais. O mesmo não acontece com as demais civilizações.
    É preciso tomar cuidado com pontos de vista baseados em um único exemplo por que reflete mais ignorância que conhecimento.

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  2. No link http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade principlamente na parte HISTÓRIA encontrarão dados de outras sociedades que complementam o artigo acima. Abraço...

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